sexta-feira, 10 de março de 2017

Informação para as Organizações e a Gestão Empresarial Moderna

Nas últimas décadas, com a popularização dos computadores e o desenvolvimento desenfreado de tecnologias em telecomunicações, o termo informação recebeu um novo conceito. Há cerca seis décadas atrás, sem tantos aparatos tecnológicos quanto hoje em dia, para a palavra informação era atribuído o sentido de notícias a cerca de alguém, de um fato ou de algo, que sempre chegavam a seu receptor com defasagem temporal. Entretanto, na atualidade, o termo informação é inevitavelmente correlacionado à tecnologia, à velocidade, à amplitude e alterações de tempo e espaço. E, com todo o desenvolvimento de tecnologias para o aperfeiçoamento das telecomunicações, o tempo tornou-se real, ou seja, o tempo e o espaço estão cada vez mais próximos, surgindo neste momento a expressão “tempo real” para a aquisição de esclarecimentos no momento em que os fatos estão acontecendo ou sendo veiculados.


Neste Século XXI, de informações imediatas sem defasagem temporal e desconsiderando as distâncias, tudo proposto pelas arquiteturas tecnológicas que conhecemos e usufruímos – Internet, Telefonia Móvel, Satélites, Transmissões de Dados e Voz, Caixas Eletrônicos Bancários, dentre outras – é que assenta a Tecnologia da Informação, a TI, num entendimento melhor, é nesta realidade que se tornam acessíveis produtos e serviços fundamentados em plataformas e conteúdos tecnológicos, constituídos para facilitar a vida de usuários, aplicando conhecimentos científicos complexos para transformar as descobertas em tais produtos e serviços.


Na Era da Informação , vivendo em um ambiente em permanente transformação, tomado por novos produtos, serviços e descobertas tecnológicas, permanecer atualizado e a par do que esta acontecendo no momento acerca dos novos conhecimentos desenvolvidos é muito difícil, quase impossível. Desta maneira é exigido, para continuarem competitivas no mercado, que pessoas e organizações caminhem ao ritmo das mudanças. Então, desse modo, atualização contínua, reciclagens e adaptações rápidas são indispensáveis, tanto para pessoas quanto para organizações.

Para as organizações, a TI possibilita atualizações constantes e integração dos negócios, auxiliando nos processos de propagação, edição e guarda de informações, sejam confidenciais ou de menor importância. A TI, a partir deste raciocínio, adquiri importância estratégica decisória para as organizações.

“O ambiente empresarial, em nível mundial e nacional, tem passado por profundas mudanças nos últimos anos, as quais têm sido consideradas diretamente relacionadas com a TI. Essa relação engloba desde o surgimento de novas tecnologias, ou novas aplicações, para atender às necessidades do novo ambiente, até o aparecimento de oportunidades criadas pelas novas tecnologias ou novas formas de sua aplicação. Nesse novo ambiente, empresas de vários setores têm considerado imprescindível realizar significativos investimentos em TI, passando a ter seus produtos, serviços e processos fundamentalmente apoiados nessa tecnologia.” (ALBERTINI, 2001)

Contudo, o entendimento sobre o tema discorre na atualidade por vários estudiosos, dando assim, diferentes alusões aos termos e tratativas. Neste quadro, investigaremos várias obras e os pensamentos de seus autores acerca da TI e sua relação com à Gestão Empresarial Moderna, compondo um estudo desse amálgama dependente, nestes tempos de mudanças imprevistas em meio ambiental, social, econômico e mercadológico. Versa ainda, sobre a necessidade de conhecimentos acadêmicos e práticos dos assuntos tratados para a melhor eficiência e eficácia da Gestão Empresarial, para efetivar sustentabilidade aos negócios, e para propor competitividade às próprias organizações. 
A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Antes de começarmos a discorrer acerca do tema em questão, devemos nos inteirar sobre os conceitos dos termos tecnologia e informação para construirmos um conhecimento mais lógico para a conhecida TI, segundo Ferreira (2004) o termo tecnologia significa um “conjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos, que se aplicam a um determinado ramo de atividade”, enquanto que para o mesmo autor a informação, no âmbito da informática, designa uma “coleção de fatos ou de outros dados fornecidos à máquina, a fim de se objetivar um processamento”, e numa contextualização mais generalista, é o “Ato ou efeito de informar (-se); informe”, ou são “Dados acerca de alguém ou de algo”.

Com os esclarecimentos acima podemos chegar a um entendimento da expressão Tecnologia da Informação como um complexo de recursos e conhecimentos científicos, técnicos e computacionais para gerar, transformar e utilizar os dados e as informações.
No contexto organizacional, a TI é mais específica, conquistando valor estratégico, é tida como um composto de processos, materiais e ferramentas do conhecimento técnico e científico utilizados pelas empresas para fazer maximizar resultados, aumentar a produção, potencializar a criação e o desenvolvimento, e capacitar à gestão administrativa e tecnológica, utilizando de maneira abrangente pacotes de dados, de diversas tipologias, oriundos de diversas fontes, obtidos por diversos métodos, que após um processo sistematizado de tratamento, organização, manipulação e alterações quantitativas ou qualitativas resultam em informações que auxiliam nos processos decisórios e nos planejamentos.

Argumenta Albertin (1999), que as organizações perceberam a importância da TI e seus impactos sociais e econômicos, deste modo a buscam e a utilizam para se tornarem mais competitivas, analisando mais profundamente e alterando estratégias de atuação e processos operacionais, os planejamentos futuros passaram a ter como uma de suas bases a TI.

A TI auxilia as empresas interligando varias áreas do empreendimento com Banco de Dados diversos, processando transações e atendendo necessidades organizacionais e individuais de forma rápida, personalizada e segura.

“A tecnologia tem auxiliado na habilidade de manipular um grande volume de transações num custo unitário médio decrescente, de apoiar operações geograficamente dispersas por intermédio do processamento distribuído e de oferecer novos produtos e canais de distribuição.” (ALBERTIN, 2001)


Claramente, nesta Era da Informação, as perspectivas estão em constantes mudanças, e as empresas devem acompanhar este dinamismo. Portanto, as organizações também mudam, e estas alterações estão ligadas ao crescimento global da competitividade imposto pela TI; pelos baixos custos de geração, difusão e processamento de dados; pela extinção das fronteiras espaciais e temporais no trânsito de conhecimentos, documentos e informações; e pela redução de restrições geográficas e regulamentares para o comércio exterior. Numa outra visão, a TI, o desenvolvimento das telecomunicações e a globalização exigiram e permitiram melhorar a qualidade mercadológica para produtos e negócios.

OS IMPACTOS DA TI NAS ORGANIZAÇÕES

Algumas implicações decorrentes da aplicação do uso da TI no ambiente corporativo, principalmente no que diz respeito aos impactos sobre a gestão produtiva e a organização do trabalho, devem ser consideradas.
Quando a TI esta sendo admitida no sistema produtivo de uma organização, amparada em processos automatizados por qualquer mecanismo ou instrumento tecnológico, e munida de computadores controlando, processando dados e resultando informações, a força física é a sensivelmente afetada.
A atividade de coordenar com a TI implantada adquiri maior relevância, pelo fato do processamento mais rápido e seguro de informações propor agilidade na comunicação no ambiente interno e externo, o que reduz prazos para respostas, comprimi o tempo e o espaço, e aumenta o volume de conhecimento. E, a combinação destes aspectos resulta em economia e aumento da produtividade, melhor comunicação interna, maior facilidade e capacidade de monitorar, coordenar e controlar processos, e integra efetivamente nas aplicações as informações dos fornecedores de modo permanente e atualizado.
Para a eficácia da TI em uma organização, antes e durante a sua implantação, é preciso que aconteça, uma reestruturação dos sistemas produtivos, da gestão administrativa, e da cadeia de poder, autoridade e responsabilidade. A empresa deve adequar sua estrutura a esta realidade para manter-se competitiva. Ter qualidade e diversidade de produtos e serviços é essencial, porém é imprescindível saber que o momento mercadológico é de cooperação, flexibilidade, integração e participação, e a TI auxilia significativamente na inserção das empresas neste panorama. Dentre tantos outros fatores, a gestão e estrutura organizacional fundamentada pela TI, deve atender aos seguintes critérios:

• Níveis hierárquicos reduzidos, pela integração de órgãos, funções e atividades, deixando para trás hierarquias rígidas, burocráticas e verticais onde a informação tem trânsito lento;
• Maior delegação de responsabilidades, motivada pela exigência de respostas mais rápidas as demandas ambientais, os profissionais envolvidos devem estar qualificados, capacitados e comprometidos com resultados, produtividade e qualidade;
• Maior descentralização das decisões e do controle, no propósito de que colaboradores assumam as responsabilidades diretas pelos resultados, tenham acesso às informações e possam decidir pela organização;
• Maior valorização das pessoas envolvidas, isto é, recompensar justamente, e dispor aos colaboradores múltiplas habilidades e conhecimentos para seu crescimento pessoal e profissional, tendo em vista inteligibilidade aos negócios, feedbacks eficientes, e melhorias contínuas aos processos;
• Formar colaboradores multifuncionais, profissionais pensantes, críticos e capazes de julgar, assumir responsabilidades, interpretar dados, e decidir, hábeis em acompanhar concepções de produtos e de intervir imediatamente contra ameaças, ou sinais de desvios nos processos.

Neste momento histórico, a TI é um incremento obrigatório que, como já discutido, certamente torna uma organização mais dinâmica e competitiva, integrando suas atividades numa visão sistêmica do funcionamento do todo. Tal compreensão fica mais clara quando tratamos de corporações multinacionais, com unidades fabris instaladas em diversos países, onde, para coordenar todas as suas atividades, negócios e transações em meio global, a um custo menor num curto espaço de tempo, é visto o uso da TI e de arquiteturas computacionais velozes e interligadas, capazes de se comunicar, estocar e processar volumes grandiosos de informação simultaneamente. A compressão do espaço e do tempo é maximizada na busca de extremos onde as fronteiras geográficas passem despercebidas para a melhor eficiência e desempenho dos processos e da própria organização.

Continuando em âmbito interno às organizações, a TI propicia a coordenação de forças e cooperação interdepartamentais, torna a empresa capaz de responder à imprevistos com maior assertividade e velocidade com menor custo. Exemplificando melhor, num eficiente Banco de Dados as informações podem auxiliar nas atividades departamentais, quando forem convenientes e relevantes para as atribuições exigidas no cumprimento da atividade ou na tomada de decisão.

Quando o assunto passa a ser as relações entre empresas, concorrentes diretas ou parceiras, a utilização da TI intermédia a troca de informações e possibilita interligar pessoas e atividades, articular e efetivar negócios, e até integrar esforços cooperativos. Tudo isso, impacta positivamente sobre os custos nas transações, sobre a lucratividade, e a competitividade, o que gera oportunidades de negócios rentáveis.

Neste quadro de integração entre empresas, no mundo de hoje, organização eficiente e competitiva é a que conhece as relações cliente-fornecedor, percebendo que nesta relação se efetiva a sustentabilidade de mercado e o reconhecimento social de excelência e credibilidade. Então, o contato direto e permanente com fornecedores e parceiros são facilitados pela TI, de modo que auxilia na coordenação e interligação de operações; nas compras no mercado exterior; na gestão do modelo Just-in-time de Administração de Produção e Materiais, quando utilizado; no planejamento conjunto para entregas, armazenagem e transporte; na redução de sinistralidades e atenção a estas quando ocorrerem; dentre outras variáveis. 

Uma realidade não tanto difundida há anos atrás, mas que já se tornou comum na Gestão Organizacional Moderna é a cooperação entre empresas, concorrentes diretas ou parceiras, para a formação de Joint Ventures , onde juntas trabalham em projetos de pesquisas no comum interesse de buscar conhecimento, descobrir e desenvolver novas tecnologias para melhorar seus processos organizacionais e as tornarem mais competitivas e dinâmicas. Este trabalho tem resultado benéfico aos envolvidos, pois os custos são compartilhados e rateados e as descobertas geram retornos financeiros e patentes para as próprias empresas. Neste caso, é o órgão de Pesquisa e Desenvolvimento buscando a TI para a empresa. 

A IMPORTÂNCIA, OS BENEFÍCIOS E O AMPARO DA TI PARA AS EMPRESAS 

“Nesses tempos uma empresa deve manter-se ágil, forte e sem gordura, capaz de suportar esforços e tensões e capaz também de se movimentar rapidamente para aproveitar as oportunidades” defende Peter Drucker, pela necessidade das organizações se tornarem ativas, mutáveis e adaptáveis em épocas de turbulências ambientais. Por este argumento, Albertine (2001) trata a TI como decisiva, contribuindo com apoio a organização nesta movimentação de forças, assim altera as operações, produtos e serviços, e interfere sobre todos os relacionamentos internos e externos, sociais e de mercado.

Os negócios globalizados, fundamentados nas relações de comunicação via rede mundial de computadores e sua interconetividade, inserem mercadologicamente caminhos para se conquistarem mercados, relacionar com grupos de trabalho distantes e produzirem remotamente.

“A tendência é de que a TI não irá simplesmente automatizar o que existe hoje. [...] Não podemos esperar que o mundo interconectado eletronicamente de amanhã seja simplesmente uma versão mais rápida e mais eficiente daquele que conhecemos hoje. Ao contrário, podemos esperar mudanças fundamentais, com empresas e mercados organizando o fluxo de bens e serviços na mesma economia.” (ALBERTIN, 2001)

Em se tratando dos benefícios da TI oferecidos às organizações notamos primeiramente o custo, a qualidade, a produtividade, a flexibilidade e a inovação, porém para a validade destes benefícios é preciso que estes sejam aproveitados para o melhor desempenho da empresa.

O uso da TI numa relação direta com os processos produtivos torna possível a redução de custos, pois prove um melhor monitoramento das operações, ampara o encontro de meios de redução de uso e desperdícios de materiais, sustenta a melhora da qualidade do produto e dos processos para a aquisição de vantagens competitivas nas organizações.

Como já estamos inteirados que a TI é importante para a qualidade, pois contribui no monitoramento dos padrões estabelecidos para níveis de conformidade e não conformidade dos produtos ou serviços e os custos despendidos. Por todos os seus impactos no processo produtivo e de comunicação, a TI ampara as análises de desempenho, característica, confiabilidade, durabilidade, aparência, padronização, desenvolvimento e a percepção de mercado para um determinado produto. Quanto aos serviços, onde quanto maior a expectativa maior será a exigência do adquirente, ampara na análise da tangibilidade, confiabilidade, segurança, empatia e prontidão, além do impacto do serviço para o cliente.

A produção objetiva atender as demandas do mercado, numa equação que divide as saídas pelas entradas resultando na produtividade. O aumento desta produtividade recebe o amparo da TI no instante em que se faz necessário reduzir os tempos e esforços para atender as demandas com números mais elevados de saída de produtos, então a automação produtiva e o processamento mais eficiente de dados é uma considerável contribuição estratégica para melhorar os desempenhos produtivos e processuais.

A flexibilidade da organização está relacionada à sua transformação e adaptação à novas demandas mercadológicas e ambientais. Com o auxílio na comunicação da empresa com o ambiente a que ela esta inserida, o que traz informações de como se comporta a sociedade, o mercado, a economia e a politica, a TI ampara na habilidade da organização em poder variar seus volumes produtivos; expandir ou diminuir seus impactos produtivos internos, ambientais e no mercado; variar seu mix de produtos e sua carteira de negócios; variar seus processos operacionais na manufatura de produtos; e, refletir e inferir sobre suas relações com colaboradores, parceiros, fornecedores, clientes e sociedade.

Inovar é uma estratégia para agregar vantagens competitivas à uma organização por transformar ou lançar um produto ou serviço, redefinir processos e atividades administrativas. Em todas estas adoções de inovação a TI tem presença inseparável e significativa. Visto que ampara no desenvolvimento, renovação, formatação e introdução no mercado de um produto ou serviço; ampara os projetos de modificações e reengenharias dos processos produtivos em todas as suas instâncias, onde prove aplicações gráficas para criações e expõe tratativas para tomadas de decisão; e, na administração organizacional, ampara a estipulação de uma nova estrutura de atividades, pois viabiliza tecnologicamente o uso de sistemas de informação e comunicação, e dispõe aplicações para redesenho de estruturas, subsistemas, fluxos, lotações e órgãos, recriação e difusão de manuais, regras, instruções e procedimentos, remodelagem da cadeia de poder, autoridade e responsabilidade. 

Medir os benefícios do emprego da TI nas empresas somente é possível quando as informações registradas anteriormente à implantação de um projeto estão armazenadas, e os resultados esperados ao fim de um período determinado para a apuração estão estabelecidos. Os benefícios devem ser medidos e analisados pela própria organização que usufrui da TI, onde deve apreciar a contribuição para os – e o proveito nos – negócios. Depois de acusados os resultados, efetuam-se as análises confrontando as informações anteriores em relação às informações atuais na observação dos custos, produção, tempos, esforços, índices padronizadores, índices de satisfação, faturamento, lucratividade, entre outros.

Entretanto, as contribuições da TI são quase inúmeras quanto ao uso desta no nicho de mercado que se expõe pelo comércio eletrônico, pela amplitude de atuação e impacto sócio econômico da internet.

“Os ambientes intermediados por computadores, tal como a Internet, permitem uma outra maneira de alcançar os consumidores e incentivam compradores e vendedores a incrementarem sua utilização, por possibilitar melhora na comunicação com seus clientes, mais eficiência nas relações de vendas e mais atratividade nos seus mercados. [...] Em virtude de seu alcance direto e sua natureza bidirecional na comunicação de informações, os sistemas de TI representam um novo canal de vendas e distribuição para os produtos, existentes ou novos. [...] Por meio de um contato direto, rico em informação e interativo com os clientes, a TI pode melhorar a promoção dos produtos e serviços. [...] Alterando as estruturas dos setores, os sistemas de TI ensejam o surgimento de novos modelos de negócios, baseados na ampla disponibilidade de informações e sua distribuição direta aos clientes e fornecedores. [...] Utilizando uma infra-estrutura digital pública e compartilhada, tal como a Internet, comparada a uma infraestrutura própria, a TI pode reduzir significativamente os custos de comercialização, distribuição e serviços a clientes.” (ALBERTIN, 2001)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No decorrer das discussões sobre o tema principal do texto, o que ficou mais claro foi a importância da Tecnologia da Informação como determinante estratégico imprescindível para tornar as organizações mais competitivas, para melhorar suas operações, seus processos produtivos e de desenvolvimento, suas atribuições e funções administrativas, tal como maximizar o posicionamento mercadológico da organização e seus produtos ou serviços. 

Os impactos da TI sobre as organizações não chegam a ser preocupantes quando respeitada a importância estratégica desta, os benefícios e contribuições, e o amparo que propõe a gestão organizacional. Então, neste ínterim, os projetos de implantação de Tecnologias de Informação – como exemplo a implementação de sistemas integrados de gerenciamento de Banco de Dados – devem ser pensados pelo ponto de vista das perspectivas futuras e resultados que a TI pode proporcionar a organização, que reiteramos são impulsos motivadores para mudanças. 

E, estas mudanças, enquanto transformações ambientais, sociais, econômicas, políticas e mercadológicas, em tempos corridos, são cada vez mais rápidas e inesperadas, a instabilidade e a dinamicidade são as vertentes das preocupações cotidianas de organizações e pessoas, e todos devem acompanhar este ritmo e muitas vezes antever estas transformações. É, neste contexto, o grande valor da TI como amparo para organizações se tornarem mutáveis, antenadas, inteligíveis e adaptáveis, reduzirem custos operacionais e administrativos, melhorarem a qualidade de seus produtos e serviços, ampliarem sua capacidade produtiva, serem flexíveis e inovadoras dispondo ao mercado e a sociedade novidades e interações que gerem maiores faturamentos e satisfação completa aos clientes. 

A TI esta aqui considerada finalmente, sem permitir a ousadia de serem concluídas as pesquisas, pois não existe termo limite para a construção do conhecimento sobre o tema tratado. Porém, a existência da TI e do seu órgão na estrutura departamental de uma empresa passa a ser uma realidade exigível na época presente, não sendo mais uma tendência. Com a importância estratégica, os benefícios e o amparo à gestão empresarial moderna que estabelece a Tecnologia da Informação, esta deve ser administrada com eficiência, para fazer das organizações competitivas, dignas de excelência, efetivas, perenes e sustentáveis.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas. Campus-Elsevier, SP, 2005.

TOFFLER, A. O Choque do Futuro. Lisboa, RJ, 1998.

ALBERTIN, A. L. Valor Estratégico dos Projetos de Tecnologia de Informação. RAE – Revista de Administração de Empresas, v. 41, p. 42-50, SP, 2001. 

ALBERTIN, A. L. Administração de Informática: funções e fatores críticos de sucesso. Atlas, SP, 1999.

MORESI, E. A. D. Delineando o Valor do Sistema de Informação de uma Organização. Revista Ciência da Informação, v. 29, p. 14-24, DF, 2000.

BERALDI, L. C.; FILHO, E. E. Impacto da Tecnologia de Informação na Gestão de Pequenas Empresas. Revista Ciência da Informação, v. 29, p. 46-50, DF, 2000. 

DRUCKER, F. P. Introdução à Administração. Thomson-Pioneira, SP, 2002.

DRUCKER, P. F. Administrando em Tempos Turbulentos. Pioneira, SP, 1980.

FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário Eletrônico Aurélio. Positivo, SP, 2004.

LAURINDO, F. J. B.; SHIMIZU, T.; CARVALHO, M. M.; RABECHINI; R. O Papel da Tecnologia da Informação (TI) na Estratégia das Organizações. Revista Gestão e Produção, v.8, p. 160-179, SP, 2001.


Fonte:http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/o-amparo-da-tecnologia-da-informacao-para-as-organizacoes-e-a-gestao-empresarial-moderna/33265/

A importância da tecnologia da informação nas empresas



A competitividade que vem sendo requerida das empresas tem exigido um processo de gestão ágil e inteligente, no qual a gestão da informação é crucial para a sobrevivência destas. Dentro deste contexto, a adoção e a implementação de tecnologias da informação, muitas vezes, têm levado ao desperdício e à frustração pela inobservância de determinados empecilhos quando da decisão em implantar um sistema.


Neste sentido o presente artigo visa apresentar, através do desenvolvimento de uma pesquisa bibliográfica, o que é a Tecnologia da Informação (TI), a atual importância de seu uso no gerenciamento de empresas, demonstrando suas conseqüências para a melhoria dos processos de gestão empresarial bem como as dificuldades de uma utilização mais adequada das TIs.


No início, a computação era tida como um mecanismo que tornava possível automatizar determinadas tarefas em grandes empresas e nos meios governamentais. Com o avanço tecnológico, as "máquinas gigantes" começaram a perder espaço para equipamentos cada vez menores e mais poderosos. A evolução das telecomunicações permitiu que, aos poucos, os computadores passassem a se comunicar, mesmo estando em lugares muito distantes geograficamente. Como conseqüência, tais máquinas deixaram de simplesmente automatizar tarefas e passaram a lidar com Informação.


A Tecnologia de Informação (TI) veio a este mercado tão competitivo para somar. E hoje é um dos componentes mais importantes do ambiente empresarial, sendo essencial para os três níveis da empresa (estratégico tático e operacional). (ALBERTIN; ALBERTIN. 2009) ressalta que o uso da TI deve estar relacionado com as necessidades da empresa, de forma que contribua para seu desempenho e lucratividade.


(BEAL. 2009, p.78) lembra que “por muito tempo a TI foi considerada um “centro de custo” que a princípio não gerava qualquer retorno para o negócio”. Mas com a crescente redução do custo dos computadores e redes de comunicação, aliada ao aumento da facilidade de uso desses equipamentos, fez com que as organizações passassem a dispor de uma infra-estrutura de TI cada vez mais completa e complexa, com capacidade de uso não apenas na automação de tarefas, mas no processamento e acesso a dados e informações, controle de equipamentos nos processos de trabalho e nas conecção de pessoas, funções, escritórios e organizações.


A TI está enriquecendo todo o processo organizacional, auxiliando na otimização das atividades, facilitando a comunicação e melhorando o processo decisório, pois as informações são mais eficientes e eficazes, chegam ao gestor com mais velocidade e precisão (BEAL, 2009).


Para isso, a organização precisa fazer uso da informação, sabendo identificar qual a serve para usufruir de maneira adequada. Já alertava Beal (2009) que a informação é um patrimônio, ela agrega valor à organização. Não se trata de um monte de bytes aglomerados, mas sim de um conjunto de dados classificados e organizados de forma que uma pessoa ou uma empresa possa tirar proveito. A informação é inclusive um fator que pode determinar a sobrevivência ou a descontinuidade das atividades de um negócio. E isso não é difícil de ser entendido. Basta imaginar o que aconteceria se uma instituição financeira perdesse todas as informações de seus clientes. Apesar de possível, muito dificilmente uma empresa de grande porte consegue perder suas informações, principalmente quando se fala de bancos, cadeias de lojas, entre outros. No entanto, o que ocorre com mais freqüência é o uso inadequado das informações adquiridas ou, ainda, a subutilização destas. É nesse ponto que a Tecnologia da Informação pode ajudar.


Para um entendimento sobre o que vem ser a Tecnologia da Informação (TI), podemos defini-la como um conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação. Na verdade, as aplicações para TI são várias – elas estão ligadas às mais diversas áreas - que existem várias definições e nenhuma consegue determiná-la por completo.


Sendo a informação um bem que agrega valor a uma empresa ou a um indivíduo, é necessário fazer uso de recursos de TI de maneira apropriada, ou seja, é preciso utilizar ferramentas, sistemas ou outros meios que façam das informações um diferencial competitivo (ALBERTIN; ALBERTIN, 2009). Além disso, é necessário buscar soluções que tragam bons resultados, mas que tenham o menor custo possível. A questão é que não existe "fórmula mágica" para determinar como utilizá-la da melhor maneira as informações. Tudo depende da cultura, do mercado, do segmento e de outros aspectos relacionados ao negócio ou à atividade. As escolhas precisam ser bem feitas. Do contrário, gastos desnecessários ou, ainda, perda de desempenho e competitividade podem ocorrer.


Vamos considerar o seguinte exemplo: se uma empresa renova seu parque de computadores comprando máquinas com processadores velozes, muita memória e placa de vídeo 3D para funcionários que apenas precisam utilizar a internet, trabalhar com pacotes de escritório ou acessar a rede, a companhia fez gastos desnecessários. Comprar máquinas de boa qualidade não significa comprar as mais caras, mas aquelas que possuem os recursos necessários. Por “outro lado, imagine que uma empresa comprou computadores com vídeo integrado à placa-mãe (onboard) e monitor de15”para profissionais que trabalham com Autocad. Para esses funcionários, o correto seria fornecer computadores que suportassem aplicações pesadas e um monitor de, pelo menos,17”. Máquinas mais baratas certamente conseguiriam rodar o programa Autocad, porém com lentidão, e o monitor com área de visão menor daria mais trabalho aos profissionais. Neste caso, percebe-se que a aquisição das máquinas reflete diretamente no desempenho dos funcionários. Por isso, é preciso saber quais as necessidades de cada setor, de cada departamento, de cada usuário.


Observe neste outro exemplo: uma empresa com 50 funcionários, cada um com um PC, adquiriu um servidor de rede que suporta 500 usuários conectados ao mesmo tempo. Se a empresa não tem expectativa de aumentar seu quadro de funcionários, comprar um servidor deste porte é o mesmo que comprar um ônibus para uma família de 5 pessoas. Mas o problema não é apenas este. Se este servidor, por alguma razão, parar de funcionar, a rede ficará indisponível e certamente atrapalhará as atividades da empresa. Além disso, se a rede não estiver devidamente protegida, dados sigilosos poderão ser acessados externamente ou mesmo um ataque pode ocorrer, como desperta Beal (2009).


Com os exemplos citados anteriormente, é possível ver o quanto é complicado generalizar o que é TI. Há ainda vários outros aspectos a serem considerados que não foram citados. Beal (2009) ressalta diversos aspectos que a empresa deve saber lidar como com segurança (os sistemas devem estar bem protegidos contra vírus ou acesso indevido), com disponibilidade (se a empresa dispõe um determinado serviço em rede aos clientes, a empresa tem que dar conta deste serviço que disponibilizou), com o uso de sistemas (eles realmente devem fazer o que foi proposto), com tecnologias (qual é a melhor para determinada finalidade), com recursos humanos qualificados, enfim.


A TI é algo cada vez mais comum no dia-a-dia das pessoas e das empresas. Tudo gira em torno da informação. Portanto, quem souber reconhecer a importância disso, certamente se tornará um profissional com qualificação para as necessidades do mercado. Da mesma forma, a empresa que melhor conseguir lidar com a informação, certamente terá vantagens competitivas em relação aos concorrentes.


O ambiente empresarial está mudando continuamente, tornando-se mais complexos e menos previsíveis, e cada vez mais dependentes de informação e de toda a infra-estrutura tecnológica que permite o gerenciamento de enormes quantidades de dados. A tecnologia está gerando grandes transformações, que estão ocorrendo a nossa volta de forma ágil e sutil. É uma variação com conseqüências fundamentais para o mundo empresarial, causando preocupação diária aos empresários e executivos das corporações, com o estágio do desenvolvimento tecnológico das empresas e/ou de seus processos internos. A convergência desta infra-estrutura tecnológica com as telecomunicações que aniquilou as distâncias está determinando um novo perfil de produtos e de serviços.


No cenário atual, a velocidade das mudanças e a disponibilidade de informações crescem de forma exponencial e globalizada. A sobrevivência das empresas está relacionada, mais do que nunca, à sua capacidade de captar, absorver e responder as demandas requeridas pelo ambiente. A nova realidade provoca uma reorganização intensa na sociedade, gerando modificações nas organizações (TAPSCOTT, 1997, p. 82). O impacto deste fenômeno é observável em todas as empresas, independentemente de seu porte ou ramo de atividade. A intensidade do impacto, obviamente, varia em função da concorrência e da turbulência do ambiente de cada setor.


Nesse contexto, a gestão da informação centrada em aspectos organizacionais e não meramente tecnicistas se destaca fortemente. McGee e Pruzak (apud Rech, 2001, p. 20) reconhecem que “o gerenciamento da informação é um fator de competitividade”. (PORTER, 1986, p. 83) considera “crucial a utilização efetiva da TI para a sobrevivência e a estratégia competitiva das organizações”.


Na atual conjuntura brasileira, marcada também por profundas transformações na estrutura produtiva e nas relações de trabalho, essas empresas de pequeno porte configuram-se como especialmente importantes, notadamente pela geração de emprego e renda, pois têm contribuído significativamente para desconcentrar a renda e absorver amplos contingentes de trabalhadores liberados pela tecnificação rural e automação industrial. No entanto, por serem de pequeno porte, são mais suscetíveis a dificuldades e vulneráveis aos riscos do mercado. Geralmente com carência de recursos, encontram dificuldades de sobrevivência nos mercados, que, geralmente, apresentam fracas barreiras aos novos entrantes, pouco poder de barganha com fornecedores e clientes e os produtos/serviços oferecidos são de fácil substituição, colocando-as em um ambiente altamente competitivo.


Nesse turbulento contexto, a utilização da Tecnologia da Informação (TI) assume importância vital, apresentando-se como um instrumento capaz de propiciar a competitividade necessária à sobrevivência/crescimento das PMEs. A administração dos recursos – materiais, humanos e financeiros – pode ser realizada com mais rapidez e precisão com a utilização da TI (DIAS, 1998).


As pessoas e as empresas, como eram de se esperar, reagem de maneira muito diferente diante dessa “nova realidade”: algumas ficam fascinadas e outras ficam perplexas; muitas ainda estão ou deslumbradas ou totalmente descrentes. Há ainda aquelas que aceitam as novas tecnologias sem maiores questionamentos e outras que relutam em aceitá-las.


A questão, entretanto, não é aceitar ou não a evolução e a mudança. Castells resume bem um posicionamento diante de mudanças tão rápidas e profundas as quais estamos vivenciando: “Não há bons ou maus movimentos, mas contextos dinâmicos a serem compreendidos” (CASTELLS, 1999, p. 12).


Os benefícios que a tecnologia da informação traz para as organizações é a melhoria dos relacionamentos com fornecedores e clientes, inovação de produtos e serviços, novos canais de vendas e distribuição, promoção de produtos e serviços, customização e, massa, novas oportunidades de negócio, estratégia competitiva, economia direta e utilização de infra-estrutura pública, (ALBERTIN; ALBERTIN, 2009). Os sistemas de informação mais modernos oferecem às empresas oportunidades sem precedentes para a melhoria dos processos internos e dos serviços prestados ao consumidor final.


“As novas tecnologias estão provocando uma mudança fundamental na natureza do trabalho do homem, na maneira como os negócios são conduzidos, na maneira como a riqueza é criada e na própria natureza do comércio e das empresas” (TAPSCOTT, 1997, p. 84). Segundo Albertin (2000, p. 94), “o ambiente empresarial, tanto em nível mundial quanto em nacional, tem passado por inúmeras mudanças nos últimos anos, as quais têm sido diretamente relacionadas com a tecnologia de informação”. O resultado final da utilização da TI nas empresas será “uma maior produtividade e eficácia organizacional”.


Entretanto, conforme as tecnologias emergentes vão sendo introduzidas, veremos outras mudanças importantes. “Toda estrutura da organização poderá ser modificada” (TAPSCOTT, 1997, p. 82). Um requisito para a empresa é, pois, possuir ou desenvolver competências para o enfrentamento da realidade emergente.


“A adoção de TI possibilita às pessoas fazer mais em menor espaço de tempo, de modo que a eficiência resulte em economia de tempo que, por sua vez, pode ser reinvestida na eficácia pessoal” (TAPSCOTT, 1997, p. 86). No entanto, pode haver resistência interna à mudanças, já que diferentes habilidades tornam-se relevantes na qualificação (ou não) dos indivíduos para as tarefas, levando a um desequilíbrio na estrutura social existente.


Uma vez que a adoção de TI impacta sobre os indivíduos e sobre os processos organizacionais, há que se considerar a cultura da empresa. A relevância da cultura organizacional torna-se tão abrangente que Hofstede (1991) considera que ela adquiriu tamanha projeção, chegando ao patamar de temáticas como controle, estratégia e estrutura, não podendo ser ignorada seja pelos estudiosos, seja pelas organizações. A manifestação maior ou menor de cada um dos aspectos da cultura implica no grau de aceitação/resistência dos indivíduos e, conseqüentemente, da organização, à mudança. Pode ocorrer, por exemplo, resistência por parte dos funcionários, advinda do temor quanto ao controle e ao monitoramento, conforme relatam Laudon e Laudon (1999) e Ribeiro e Silva (2001). Do mesmo modo, a resistência à mudança pode provocar a esquiva dos funcionários, que passam a adotar uma postura de atribuir o sucesso ou a falha da mudança ao agente externo, como alertam Betiol e Tonelli (2001).


Outros reconhecidos autores concordam com a tendência de mudança e adequação dinâmica das estratégias, estruturas e processos, alertando sobre os “perigos de se ir rápido” demais (Wittington et al., 1999, p. 5). É necessário considerar que a rápida evolução tecnológica provoca a obsolescência das tecnologias, antes mesmo que elas venham a ser utilizadas em toda a sua potencialidade, como colocam Benamati e Lederer (1998, p. 39) e Albano (2001, p. 2). Dias (1998) recomenda um planejamento de medidas que gerencie os impactos organizacionais buscando respeitar o momento da organização, sua história em relação à utilização de tecnologia, recursos disponíveis para seu uso e os conflitos a serem resolvidos.






CONCLUSÃO


Para as organizações se manterem competitivas neste mercado que oscila a cada dia, elas têm que estar acompanhando as mudanças ocorrentes em torno dela. Atrelado a essas mudanças está a Tecnologia, que dia-a-dia vem se mostrando cada vez mais inovadora. Se as organizações não souberem utilizá-la a seu favor, essas irão perder seus espaços.


Os gestores da era digital têm uma função importante, identificar a tecnologia adequada para que esta atenda as reais necessidades da empresa, sabendo que irá mudar toda a cultura organizacional, incluindo a qualificação profissional de seus funcionários e colaboradores, portanto torna-se indispensável sua utilização desde que antes, seja feito um planejamento estratégico visando todas estas mudanças ocorrentes na implantação das Tecnologias das informações.


REFERÊNCIAIS






BEAL, ADRIANA. O sistema de informação como estratégia empresarial. São Paulo: Atlas, 2001.


DIAS, D. Motivação e resistência ao uso da tecnologia da informação: um estudo entre gerentes. In: ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROGRAMAS DE PÓSGRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO, 22.1998, Foz do Iguaçu. Anais. Foz do Iguaçu: ANPAD, 2000.


FREITAS, H. M. As tendências em sistemas de informação com base em recentes congressos. Porto Alegre: READ – Revista Eletrônica de Administração. Porto Alegre, n. 13. Disponível em: <http://read.adm.ufrgs.br/ read13>.


LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de Informação. Rio de Janeiro: LTC. 1999.


RIBEIRO, M. T. F. et al. Tirando Lições da História para Compreender os (Des)caminhos do Processo de Difusão da TI : Um Olhar Sobre as Cooperativas de Cafeicultores. In: ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO, 25. 2001, Campinas. Anais. Campinas: ANPAD, 2001.




Fonte:http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-da-tecnologia-da-informacao-nas-empresas/95285/

Gestão da Tecnologia da Informação.

"A informação tecnológica pode ser a maior ferramenta dos tempos modernos, mas é o julgamento de negócios dos humanos que a faz poderosa" Charles B. Wang

O ambiente empresarial está mudando continuamente, tornando-se mais complexo e menos previsível, e cada vez mais dependentes de informação e de toda a infra-estrutura tecnológica que permite o gerenciamento de enormes quantidades de dados. A tecnologia está gerando grandes transformações, que estão ocorrendo a nossa volta de forma ágil e sutil. É uma variação com conseqüências fundamentais para o mundo empresarial, causando preocupação diária aos empresários e executivos das corporações, com o estágio do desenvolvimento tecnológico das empresas e/ou de seus processos internos. A convergência desta infra-estrutura tecnológica com as telecomunicações que aniquilou as distâncias, está determinando um novo perfil de produtos e de serviços.

Segundo Adriana Beal, "O principal benefício que a tecnologia da informação traz para as organizações é a sua capacidade de melhorar a qualidade e a disponibilidade de informações e conhecimentos importantes para a empresa, seus clientes e fornecedores. Os sistemas de informação mais modernos oferecem às empresas oportunidades sem precedentes para a melhoria dos processos internos e dos serviços prestados ao consumidor final."


Ao ler um estudo de caso sobre as mudanças tecnológicas ocorridas na Água de Cheiro, me deparei com o seguinte comentário de um dos diretores: "A tecnologia traz a necessidade de mudança cultural e passa a exigir das pessoas a capacidade de reciclar seus conceitos e seus paradigmas. As pessoas não precisam mais saber gerar informação, pois a sua geração é automática. Precisam sim, saber usar a informação. Caso a empresa não tenha tempo nem recursos para investir em treinamento, torna-se necessário fazer uma reciclagem de quadro. "Tenta-se mudar as pessoas, mas, se precisar, muda-se de pessoas"."

Este exemplo clarifica bem, como este novo cenário está afetando interesses, valores e rotinas há muito tempo cristalizadas em pessoas, eliminando tarefas, gerando desemprego, e exigindo aperfeiçoamento contínuo.

Na Água de Cheiro, eles reconhecem a importância crescente da TI e da rapidez como esta vem provocando mudanças de comportamento das sociedades. No entanto, admitem algumas limitações ao seu uso, dado a especificidade do seu negócio.
Cabe aqui uma consideração de Jacques Marcovith, "que quando se impõe limites à TI sem prévio estudo, caracteriza-se uma nociva desconsideração de tendências, onde a competição não estaria acontecendo apenas entre empresas, mas entre padrões ou comportamentos pouco convencionais". Cabe a cada organização encontrar uma abordagem adequada às suas necessidades específicas em gestão da informação.

Outro esclarecimento fundamental, é que A TI e seus computadores não possuem "poderes mágicos" de resolver problemas de gestão, racionalizar processos ou aumentar a produtividade. Bill Gates em seu livro: A Estrada do Futuro, fez o seguinte comentário: "Diretores de empresas pequenas e grandes ficarão deslumbrados com as facilidades que a tecnologia da informação pode oferecer. Antes de investir, eles devem ter em mente que o computador é apenas um instrumento para ajudar a resolver problemas identificados. Ele não é, como às vezes as pessoas parecem esperar, uma mágica panacéia universal. Se ouço um dono de empresas dizer: "Estou perdendo dinheiro, é melhor comprar um computador", digo-lhe para repensar sua estratégia antes de investir. A tecnologia, na melhor das hipóteses, irá adiar a necessidade de mudanças mais fundamentais. A primeira regra de qualquer tecnologia utilizada nos negócios é que a automação aplicada a uma operação eficiente aumenta a eficiência. A segunda é que a automação aplicada a uma operação ineficiente aumenta a ineficiência."
Atualmente a gestão estratégica da informação tornou-se uma parte crítica e integrada a qualquer estrutura gerencial de sucesso.

O uso da reengenharia de processos para direcionar os novos sistemas de informação pode proporcionar um aumento significativo da satisfação dos clientes, e/ou a redução de custos, ao contrário das iniciativas que envolvem o uso de tecnologia apenas para fazer mais rápido o mesmo trabalho.

É complicado tentar explicar que a análise de aquisição dos produtos e serviços de tecnologia, está vinculada à avaliação dos valores internos da empresa, desde a sua cultura, o nível dos seus gestores e colaboradores, até a análise dos seus negócios, sem desconsiderar o planejamento estratégico para o futuro. É imprescindível esta reflexão interna.

O novo desafio dos gestores de TI, está no alcance de metas e objetivos organizacionais específicos, ao invés de satisfazer requisitos de usuário muitas vezes não relacionados aos objetivos organizacionais, passando a ser um profissional que fale em clientes, concorrência global e retorno sobre investimento, perdendo a fixação do diálogo em apenas plataformas, computação cliente/servidor e orientação a objetos e outras mais, combinando ainda habilidades de liderança e comunicação com conhecimentos técnicos e do negócio, capaz de exercer um papel decisivo em todas as questões de gestão da informação e de aprimoramento dos processos organizacionais.
Concluindo, a Tecnologia da Informação está permeando a cadeia de valor, em cada um de seus pontos, transformando a maneira como as atividades são executadas e a natureza das interligações entre elas. Está, também, afetando o escopo competitivo e reformulando a maneira como os produtos e serviços atendem às necessidades dos clientes. Estes efeitos básicos explicam porque a Tecnologia da Informação adquiriu um significado estratégico e diferencia-se de muitas outras tecnologias utilizadas nos negócios. Aos administradores cabe o alerta do Charles Wang, "que a TI mudou tudo que você aprendeu sobre gestão, e está achatando milhões de administradores que deixaram de conformar-se ao inevitável. Infelizmente forças assim, não abrem exceções, nem mesmo para você, talvez principalmente para você".

Referências bibliográficas utilizadas neste artigo:

  • Tecnologia da Informação e Estratégia Empresarial de Jacques Marcovith
  • Manual de Tecnologia da Informação – Adriana Beal
  • A Estrada do Futuro – Bill Gates
  • Tecno Vision II – Charles B. Wang
  • Revista Gestão Empresarial
Fonte: http://www.guiarh.com.br/p62.htm

Informática e Planejamento Empresarial

Evolução dos sistemas de planejamento.

A história da empresa moderna é uma sequência de desafios, problemas e oportunidades. Á tecnologia gerencial tem evoluído em resposta às necessidades concretas percebidas pelos executivos: da crescente complexidade das operações surgiu a análise financeira; dá necessidade de motivação e coordenação de grandes organizações surgiu a gerência por objetivos; a necessidade de antecipar volumes de capital fez surgir os orçamentos de investimentos; das limitações do planejamento de longo prazo evoluiu o planejamento estratégico.

Ainda hoje, apenas algumas empresas mais avançadas utilizam processos autênticos de planejamento estratégico, apesar de ser uma tecnologia que surgiu por volta de 1955; a grande maioria, quando planeja, utiliza os métodos mais simples e obsoletos de planejamento de longo prazo. Isto se deve às barreiras ao planejamento, que são várias e têm muito mais a ver, hoje, com limitações de ordem comportamental e política do que tecnológica.

Dentre estas limitações ao uso eficaz da tecnologia disponível de planejamento, destacam-se as seguintes:

  • papel da área de apoio ao planejamento mal definido pela falta de compreensão da natureza e do propósito do planejamento; 
  • falta de conhecimentos e habilidades para planejamento; 
  • falta de motivação; 
  • falta de integração do planejamento com outros sistemas gerenciais; 
  • informações incompletas e/ou imprecisas; 
  • falta de integração de responsabilidade e autoridade no planejamento; 
  • cultura organizacional hostil e não-colaborativa, com ameaça de perda de poder e controle pela exposição de ideias e informações e/ou risco de parecer incompetente; 
  • falta de maturidade dos executivos para lidar com o aumento da ansiedade causada pela incerteza e ambiguidade exposta pelo planejamento.

Para minimizar esses problemas, a solução mais frequente, porém de efeito limitado e temporário, tem sido o apoio político dado por executivos de alto nível, com sua participação direta nos esforços de planejamento. Contudo, a única solução permanente se baseia no desenvolvimento simultâneo de novos valores e normas culturais obtidos através de um processo de mudança participativo, competentemente orientado e instrumentalizado.


Evolução da informática.

A evolução da informática, de modo análogo à evolução dos sistemas de planejamento, tem sido feita em resposta aos desafios colocados diante dos executivos pela própria evolução da sociedade.

Do aparecimento dos primeiros "cérebros eletrônicos", por volta de 1950, aos atuais computadores domésticos, toda uma série de inovações tecnológicas pode ser identificada como tendo um objetivo comum: vencer, produzindo equipamentos mais possantes por preços mais baixos.

Enquanto os períodos históricos até os anos 70 exigiram a atuação e liderança de empresários e gerentes, a era da informação, com sua caracterização bem mais complexa e intensa, exige a atuação e liderança de estadistas, de visão e valores compatíveis com sociedades cada vez mais conscientes dos seus direitos e menos tolerantes com formas de predatórias de utilização dos bens comuns.O desafio que se coloca, é o de integração para melhor utilização da capacidade de julgamento e de criação do ser humano com o potencial tecnológico disponível em planejamento e informática.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-75901982000300005

A Tecnologia da Administração à Serviço das Empresas

A excelência empresarial é o grau máximo do desempenho empresarial. Para o alcance deste êxito, é necessário que o resultado operacional da empresa atenda simultaneamente as finalidades internas e externas da organização. A competitividade é agressiva, a velocidade da informação é incrível e os novos procedimentos devem ser adotados neste mesmo ritmo. Vivemos a era da informação, que é importante tanto para os sistemas de informação internos de cada empresa, como para os aspectos administrativos, mercadológicos, técnicos e operacionais.

O Mercado passou, desde o início da década de 80, a buscar profissionais que, utilizando a tecnologia da informação, pudesse apoiar a empresa em seus negócios, em sua forma de competitividade e tivesse visão muito mais ampla que somente a hermética área de informática. Surge então, o profissional: Analista de Negócios e da Informação. O empresário tem percebido que a caríssima infra-estrutura da área de informática, envolvendo profissionais de alto nível, hardware (máquinas), software (programas), não devem ser utilizados apenas para preparar folhas de pagamento, contabilidade, ativo permanente etc. O empreendedor quer agora esta estrutura trabalhando para gerar novos negócios e novas formas de aceleração comercial. Um exemplo dentro desta realidade é a estrutura de tecnologia de informática que os bancos brasileiros vêm utilizando como forma de cativar novos clientes.

O administrador com habilidades em Sistemas de Informações Gerenciais, é um agente de mudanças, ligado ao ramo de negócios da organização, que procura a cada momento, desenvolver e acompanhar sistemas que inovem a participação da empresa em seu mercado de atuação. Para atender estas necessidades o analista da informação deverá está atualizando suas técnicas através de constantes leituras específicas dentro da sua área, obtendo novos comportamentos e hábitos, desenvolvendo uma sensibilidade para o mercado. As informações gerenciais podem e devem ser destinadas a qualquer nível de hierarquia da organização, pois os mesmos tem suas decisões importantes a tomar e proporcionais a sua posição na estrutura organizacional. A sensibilidade, o respeito maior a cada usuário da informação, a necessidade do arejamento técnico, profissional e comercial são condições básicas para que o Analista de Negócios e da Informação tenha sucesso.